Quando o fim do ano se aproxima a atenção dos empresários está voltada ao planejamento dos próximos meses. Uma das principais preocupações é com o planejamento financeiro. Se a empresa tiver obtido lucro, a meta é manter a situação e melhorar os números, mas se o negócio fechar o ano no vermelho, o mais importante é saber o que avaliar para mudar o quadro.
Todos os aspectos da empresa devem ser analisados na hora de planejar o ano seguinte. Produtos, receita e novas tecnologias são alguns dos itens que merecem atenção para saber o que fazer com as finanças. “O melhor é fazer uma previsão de receita e gastos. O empreendedor deve partir da situação atual e trabalhar com números reais, no caso de empresas abertas, e situações previstas, para quem ainda não abriu as portas”, analisa o consultor financeiro do SEBRAE-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo), Rosendo de Sousa Júnior.
De acordo com o consultor, para planejar financeiramente o próximo ano é preciso saber o faturamento total da empresa e deduzir informações como custos, vendas, despesas variáveis e, a partir daí, apurar o resultado: lucro ou prejuízo. “Pensar no ano seguinte é estipular metas a partir de um cenário de 2011. Se eu tive prejuízo, por exemplo, não posso manter as estratégias. Devo analisar o mercado, meus produtos e serviços e traçar um caminho diferente”, afirma.
Para quem fechou o ano no prejuízo, a dica é pensar em novos produtos ou serviços e até em um novo mercado consumidor. Júnior também indica que é preciso pensar em produzir mais com menos gastos, ou seja, procurar aumentar o faturamento sem impactar muito as despesas.
Saber como está o mercado é fundamental segundo o professor de finanças da FEA (Faculdade de Economia e Administração) da USP (Universidade de São Paulo), Roy Martelanc. “O empreendedor precisa saber o que os clientes querem e o que eles estão dizendo. Além disso, é importante verificar como anda a concorrência, avaliando o que ela tem de novo. É preciso aprender com ela também e extrair o que for bom para melhorar produtos e serviços”, diz.
Os fornecedores também podem revelar informações sobre o mercado e a concorrência. Mas além dessas análises, é bastante interessante que o empresário saiba quais as novas ideias tecnológicas do seu setor. “Isso vai variar muito de empresa para empresa. Mas geralmente surgem novas tecnologias que podem ser usadas para aumentar produção com menos gasto, por exemplo, e devem ser incluídas no planejamento financeiro”, avalia Martelanc.
Após estudar a concorrência, as novidades e incluir o que for necessário disso nas finanças de 2012, o dono da empresa precisa avaliar suas despesas fixas, como aluguel, impostos e comissões sobre vendas. “Ele não deve se permitir trabalhar no prejuízo. Planejar é fundamental para mudar essa situação com caráter de emergência”, informa Júnior.
Em uma pequena empresa, o planejamento é realizado exclusivamente pelo dono, ou pelos sócios. No caso de empreendimentos maiores, a assessoria de um profissional e um mecanismo de suporte à informação pode ser útil. “Independentemente do tamanho do negócio, buscar informações é essencial. O SEBRAE ou outras entidades podem ajudar na identificação de problemas e na busca por soluções”, afirma Júnior.